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"Há pessoas que contam segredos, outras que guardam segredos... e existem aquelas que são segredos. Porém, algumas são mais que segredos... são mistérios."

sábado, 24 de março de 2012

Minha Primeira Viagem de Trêm - Aimorés

     Um desejo que trago comigo desde criança, é a vontade de andar de trêm. Em tempos passados, este era um dos principais meios de transporte, mas que com o surgimento de transportes movidos a álcool e sucessivamente, gasolina, acabou por perder sua importância, e hoje é utilizado, em especial, para transportar minérios, como Manganês e outros. No entanto, ainda é utilizado para viagens e custa bem menos que a metade do preço dos transportes populares. 
Chegada da Estação - Muito verde...
     Eu tirei a minha folga para sair sem destino, na minha primeira viajem de trêm. Eu busquei algumas informações e fui sem medo atrás da minha aventura, e não me arrependo de nada, já que a viajem foi maravilhosa e tranqüila. Eu comprei a passagem até Aimorés, cidade que faz divisa entre o Espírito Santo e Minas Gerais, mas que já é território mineiro.
Olha esse caminho... A copa das arvores formam um arco. Natureza perfeita.
Jardim da Estação, onde pode-se descansar, esperar e conhecer novas histórias.
      É verdade que estava um pouco inseguro no começo, mas quando se percebe que está vivendo uma experiência nova e que pode nunca mais se repetir, esse sentimento se torna fascinaste.
       As pessoas comentavam sobre um acidente que acontecera uma semana antes. Dois trêns de carga haviam se chocado e deixara alguns feridos, no entanto não houveram mortes. Isso aconteceu no caminho para Belo Horizonte, onde, por sua vez, acontecia uma greve de ônibus... Para quem tinha motivos maiores que uma aventura - como eu - a viajem prometia.
Meu coração acelera junto com o apito estridente do Trêm.
      Pode ser impressão minha, claro, mas é impossível não sentir uma certa tristeza em um lugar como esse. Me lembra a tristeza que sinto em Rodoviárias também... Não sei bem o motivo, mas na minha cabeça sempre vai ser um lugar onde as pessoas se separam, onde você chega ou vai. Onde sua vida segue para algo maravilhoso ou nem tanto...
      Viajei na classe executiva, não por soberba, mas por que já haviam me alertado a respeito da folhigem do trêm... A viajem foi ótima, e a Vale do Rio Doce é competente no que faz. Muita limpeza, organização e pensamento ecológico. Uma vez que cada acento possuia três sacolas, onde podíamos separar o lixo para ser reciclado posteriormente. Sempre tive dúvidas quanto ao balanço do trêm, e hoje posso afirmar: - Ele balança menos que um carro e quase não se sente a força da gravidade, permitindo que você se movimente tranqüilamente no seu interior.
     Não demorou nem uma hora para que chegasse ao meu destino. A cidade de Aimorés é linda, limpa e muito tranqüila. Vontade de morar lá gente, é muito agradável... Apesar do céu começar a nublar, o calor era muito grande, mas tirando isso, tudo estava perfeito.
Essa pracinha é linda... Fico imaginando como ficaria iluminada a noite.
Não sei bem se chamo de Capela ou Igreja, mas achei linda e fotografei.
Jardim da Capela/Igreja.
Demais esse relógio no meio da Cidade...
Corredor entre as ruas - Um charme a parte. Genial!
     Uma das coisas que mais me chamaram atenção foram esses corredores, que dividem as ruas. Há bancos, lugares para estacionar e claro, muitas árvores. Isso deu um charme especial a cidade, sem dúvidas.
Prefeitura da cidade.

     Como tudo que é bom dura pouco... Bom, fui a Rodoviária e descobri que o único ônibus que me levaria para casa, sairia às 12:30hs mais ou menos, ou eu aguardava e vinha no trêm das 17:00hs. Infelizmente o tempo a essa altura, já estava bem nublado, e eu temia um temporal ou chuva forte. Então decidi dá uma voltinha na cidade nos últimos 25 minutos que me restavam. Acelerei o passo e fui dar um volta por Aimorés. Visitei uma papelaria, banca de revistas e olhei no relógio e já faltava pouco para o ônibus... Foi aí que encontrei o Museu Histórico da cidade. Sou apaixonado por museus e não resisiti...
      Este vestido pertenceu a essa moça que está marcada na fotografia abaixo.
     Uma história curiosa, é que os pais desta moça tiveram dois filhos e duas filhas gêmeas... Achei o fato interessante, afinal não é um fato corriqueiro.
     O nome da noiva é Terezinha Chimeli, e pela informasção que recebi ela ainda vive e é uma graça de pessoa. Gostaria de tê-la conhecido pessoalmente. Olha como ela está linda de noiva...Seu marido chamava-se Clóvis, se não me engano.
         Aimorés também foi terra de índio e no Musel havia muitos artefatos indígenas, cada um com sua própria história pra contar...
     No Museu eu já estava triste. Tinha de pegar o ônibus e só me restava 10 minutos para chegar a Rodoviária. Quem me conhece bem, sabe que tenho problemas de localização e me perco fácil (e ainda vai viajar sozinho - gênio), então tive de me apressar. Mas antes de ir embora, vi essa casa linda com uma bela árvore Acácia. Tive de parar e fotografar.
     Depois das fotos corri para a Rodoviária, sabia que perderia o ônibus se não apertasse o passo. Sim, me perdi. Tomei uma rua diferente e saí na rua errada. Mas faltando exatos cinco minutos, encontrei a rodoviária e ainda tive tempo para comprar um lanche. A viajem foi perfeita, mas durou pouco. No entanto, o gostinho dessa aventura, não vai acabar nunca. Fuja, faça uma aventura... Vale muito a pena!

 Abraço....

domingo, 4 de março de 2012

Busca no passado....

     Hoje eu assisti ao último episódio da primeira temporada de Felicity. É engraçado as mensagens que as séries passam para gente, e a forma como elas nos modificam de alguma forma. Eu assisti a esta série quando ainda nem imaginava os rumos que a minha vida tomaria, e hoje, com este último episódio, percebo que a vida é cheia de escolhas. Algumas difíceis e outras nem tanto, mas ainda assim, escolhas. 

     Tenho a mania de assistir as minhas séries favoritas a conta-gotas, para que elas demorem a acabar. Felicity, como já havia visto algo no passado, foi mais como um retorno a mim mesmo, um retorno a impressões e partes de mim que deixei passar  com o tempo. Acredito que  não vivemos tentando nos achar, mas sim, vivemos tentando recuperar o que já somos e nunca deixaremos de ser

     Março chegou e o tempo continua correndo, com a grande onipotência de que ninguém possa pará-lo. O tempo já foi tema de filmes, séries, músicas e milhões de poesias. Talvez por ser uma a força mais poderosa da natureza. Ele que nos traz experiências, rugas e a verdade de que nada é pra sempre - seja a dor, seja o amor, seja a raiva, seja o rancor. Tudo que passamos nos traz um pouquinho de nós mesmos de volta pra gente, e essa é a magia do tempo, algo que te muda, e te faz melhor ou pior ...

     Foi maravilhoso rever Felicity, e relembrar por que essa série fez tanto sentido na minha vida, e ainda faz. Não se trata apenas de uma série sobre uma garota que decide ir para a universidade de NY por causa de um cara, a princípio isso pode até parecer fútil. Mas na verdade se trata de uma garota, que vai pra universidade por causa de um garoto e acaba se encontrando, mais madura e mais centrada em si mesma. E que fique claro que isso não é egoísmo, egocentrismo ou individualismo. Essa é apenas  a busca que tantos falam, e que poucos conseguem atingir.
     Neste último episódio fica bem claro que, independente da sua escolha, ela vai afetar outras pessoas. Pessoas que te amam e que sempre serão atingidas por suas ações - e isso vale para o contrário também. Quando digo que acredito em destino, me remeto a exatamente isso. Por mais que tome as sua atitudes, sempre será afetado pelas atitudes alheias, quer queira ou não. Destino pra mim, é o que a escolha das pessoas trazem para a sua vida... Eu ainda estou aprendendo a lidar com isso, e pelo que percebo, será um longo aprendizado.
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