Um desejo que trago comigo desde criança, é a vontade de andar de trêm. Em tempos passados, este era um dos principais meios de transporte, mas que com o surgimento de transportes movidos a álcool e sucessivamente, gasolina, acabou por perder sua importância, e hoje é utilizado, em especial, para transportar minérios, como Manganês e outros. No entanto, ainda é utilizado para viagens e custa bem menos que a metade do preço dos transportes populares.
| Chegada da Estação - Muito verde... |
| Olha esse caminho... A copa das arvores formam um arco. Natureza perfeita. |
| Jardim da Estação, onde pode-se descansar, esperar e conhecer novas histórias. |
As pessoas comentavam sobre um acidente que acontecera uma semana antes. Dois trêns de carga haviam se chocado e deixara alguns feridos, no entanto não houveram mortes. Isso aconteceu no caminho para Belo Horizonte, onde, por sua vez, acontecia uma greve de ônibus... Para quem tinha motivos maiores que uma aventura - como eu - a viajem prometia.
| Meu coração acelera junto com o apito estridente do Trêm. |
Viajei na classe executiva, não por soberba, mas por que já haviam me alertado a respeito da folhigem do trêm... A viajem foi ótima, e a Vale do Rio Doce é competente no que faz. Muita limpeza, organização e pensamento ecológico. Uma vez que cada acento possuia três sacolas, onde podíamos separar o lixo para ser reciclado posteriormente. Sempre tive dúvidas quanto ao balanço do trêm, e hoje posso afirmar: - Ele balança menos que um carro e quase não se sente a força da gravidade, permitindo que você se movimente tranqüilamente no seu interior.
Não demorou nem uma hora para que chegasse ao meu destino. A cidade de Aimorés é linda, limpa e muito tranqüila. Vontade de morar lá gente, é muito agradável... Apesar do céu começar a nublar, o calor era muito grande, mas tirando isso, tudo estava perfeito.
| Essa pracinha é linda... Fico imaginando como ficaria iluminada a noite. |
| Não sei bem se chamo de Capela ou Igreja, mas achei linda e fotografei. |
| Jardim da Capela/Igreja. |
| Demais esse relógio no meio da Cidade... |
| Corredor entre as ruas - Um charme a parte. Genial! |
| Prefeitura da cidade. |
Como tudo que é bom dura pouco... Bom, fui a Rodoviária e descobri que o único ônibus que me levaria para casa, sairia às 12:30hs mais ou menos, ou eu aguardava e vinha no trêm das 17:00hs. Infelizmente o tempo a essa altura, já estava bem nublado, e eu temia um temporal ou chuva forte. Então decidi dá uma voltinha na cidade nos últimos 25 minutos que me restavam. Acelerei o passo e fui dar um volta por Aimorés. Visitei uma papelaria, banca de revistas e olhei no relógio e já faltava pouco para o ônibus... Foi aí que encontrei o Museu Histórico da cidade. Sou apaixonado por museus e não resisiti...
Este vestido pertenceu a essa moça que está marcada na fotografia abaixo.
O nome da noiva é Terezinha Chimeli, e pela informasção que recebi ela ainda vive e é uma graça de pessoa. Gostaria de tê-la conhecido pessoalmente. Olha como ela está linda de noiva...Seu marido chamava-se Clóvis, se não me engano.
Aimorés também foi terra de índio e no Musel havia muitos artefatos indígenas, cada um com sua própria história pra contar...
No Museu eu já estava triste. Tinha de pegar o ônibus e só me restava 10 minutos para chegar a Rodoviária. Quem me conhece bem, sabe que tenho problemas de localização e me perco fácil (e ainda vai viajar sozinho - gênio), então tive de me apressar. Mas antes de ir embora, vi essa casa linda com uma bela árvore Acácia. Tive de parar e fotografar.
Depois das fotos corri para a Rodoviária, sabia que perderia o ônibus se não apertasse o passo. Sim, me perdi. Tomei uma rua diferente e saí na rua errada. Mas faltando exatos cinco minutos, encontrei a rodoviária e ainda tive tempo para comprar um lanche. A viajem foi perfeita, mas durou pouco. No entanto, o gostinho dessa aventura, não vai acabar nunca. Fuja, faça uma aventura... Vale muito a pena!
Abraço....



