O trabalho toma conta de nossos dias, e as vezes nos vemos transfigurados naquilo que fazermos quanto profissão e esquecemos de visar aquilo que somos quanto pessoa. A mudança nem sempre é externa e quando é interna, pode ser ainda mais aterradora, afinal, o que muda no exterior pode ser assimilado, adaptado, mas quando algo muda aqui dentro, tudo que esta fora muda também.
Tenho ouvido músicas, assistido filmes e conhecido novas atividades que me remetem mais a mim mesmo. Sou cada vez mais eu e menos o que me tornei gerado pela necessidade social ou familiar. Estou refazendo meus sonhos e buscando sonhos antigos esquecidos nas gavetas do sentimento, que me afastou de mim mesmo...
Me deprecio e penso em penhascos gigantes, nos quais cairia sem fim, até envelhecer e morrer em plena queda, me desfazendo em pó e me tornando parte do todo... Não posso ser parte do todo, não sou nem parte de mim em certos momentos. Estou aprendendo a ser mais debochado e a rir de mim mesmo. Isso tem sido um achado. A vergonha está em não ser o que se pretende diante de alguém...Vergonha pra quê, de quê? Esse sentimento é um dos mais mesquinhos pois impede que se respire e que se viva como se deve. Vergonha de rir alto de chorar vendo TV ou em outras situações que seja... Vergonha pra quê? Percebi que esse sentimento é mesquinho e ruim... Não ter vergonha não é não ter noção, mas se pode ter noção com menos vergonha se preferir... Estou usando a repetição para acentuar a palavra, já que estou perdendo a vergonha de usá-la, e usei!Chega de penhascos e de rir baixo quando se quer, ou de chorar quando se quer, ou de comer muito quando se quer... Vergonha de quê? Pra quê... Êta sentimento danado de bobo!
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