Naquele dia, quando o sol se escondeu
Estava no jardim, de costas para o mar
Plantei a cerejeira, a mais linda
Vovô me dara, e eu não queria que morresse
Naquele dia, quando o sol se escondeu
Todos levavam suas vidas ao acaso
Assim como todos os dias o fazem
Exceto eu, a plantar o bem mais precioso
Vovô me deu a mudinha no hospital
Disse que ele não a veria florir
Mas a mudinha cresceria
Faria uma grande sombra de frente ao meu quarto
Naquela tarde, quando o sol se escondeu
Eu olhei pra trás..Um manto azul se estendeu
O céu parecia se dobrar... Muita água para uma muda pequena
Que saudades vovô.
Em homenagem a todos que tiveram suas vidas modificadas, naquele que foi a maior catástrofe natural do Japão. O espírito japonês é imortal, portanto, novas rotas são traçadas, e os fortes, sempre partem de cabeça erguida. A dor de quem sofreu não pode ser amenizada, mais a oração dos justos, inunda os escombros e traz a tona a herança de dias melhores por vir.
Poema simples, oração singela.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado a todos por comentar. Sempre digo que este blog é para meus amigos, e se estão aqui, me basta.
PS: Não aceitamos comentários Anônimos. Grato por se identificar!